segunda-feira, 19 de agosto de 2013

7 cientistas que morreram devido a suas pesquisas


Embora ninguém pudesse questionar sua dedicação à ciência, cientistas como Marie Curie e Carl Scheele, que morreram por conta de seus estudos, provavelmente não chegariam ao ponto de sacrificar conscientemente suas vidas em prol do avanço científico, mas acabaram vítimas de descuido na hora de lidar com elementos químicos e bactérias.

Conheça a seguir um pouco da história destes e de outros “mártires científicos”.

7. Carl Scheele (1742 – 1786)


Diversos elementos químicos devem a Scheele seu lugar na tabela periódica: oxigênio, molibdênio, tungstênio, manganês e cloro foram descobertos por esse conhecido químico e farmacêutico.

Infelizmente, Scheele (e boa parte da sociedade na época) não tinha pleno conhecimento sobre o perigo dos elementos químicos que estudava – tanto que usava o olfato e até mesmo o paladar em seus experimentos. Morreu de intoxicação por metais pesados aos 44 anos, por conta de exposição cumulativa a mercúrio, chumbo e outros elementos.

6. Elizabeth Fleischman Ascheim (1859 – 1905)


Encantada com a recente descoberta dos raios-X, Ascheim largou o trabalho de contadora, estudou engenharia elétrica e abriu um dos primeiros laboratórios de raios-X dos Estados Unidos. Atendeu diversos pacientes feridos na Guerra Hispano-Americana (1898) e se tornou uma renomada radiologista.

Por conta de experimentos excessivos com raios-X e de falta de proteção na hora de realizar tratamentos (para não deixar os pacientes desconfortáveis), contudo, sua carreira foi abreviada: morreu aos 46 anos, vítima de exposição excessiva a radiação.

5. Alexander Bogdanov (1873 – 1928)


Médico, economista, filósofo, cientista natural, escritor de ficção científica, poeta, professor, político e pioneiro na área de cibernética, Bogdanov foi, também, fundador da primeira instituição do mundo dedicada exclusivamente a transfusões sanguíneas.

Fez com sucesso 11 transfusões em si mesmo, porém a última amostra que usou estava contaminada com malária e tuberculose.

4. Marie Curie (1867 – 1934)


Junto com seu marido, Pierre, Marie Curie foi uma das mais célebres pesquisadoras da radioatividade da história, e seus estudos culminaram no isolamento do polônio e do rádio. Anos de pesquisa (e de exposição direta a elementos radioativos), porém, cobraram um alto preço: leucemia, que levou a sua morte em 1934.

Curiosidade: Marie Curie foi a única pessoa até hoje a receber o prêmio Nobel de duas áreas diferentes (química e física).

3. Haroutune (Harry) K. Daghlian Jr. (1921 – 1945)


Mais uma vítima da radioatividade: durante um experimento para o Projeto Manhattan em 1945, Harry Daghlian derrubou um material dentro de um compartimento com plutônio e o removeu manualmente, se expondo a altíssimos níveis de radiação. Morreu em menos de um mês.

2. Malcolm Casadaban (1949 – 2009)


Professor de genética molecular, biologia celular e microbiologia na Universidade de Chicago (EUA), Casadaban morreu por causa de uma doença que ele mesmo estava estudando: peste bubônica.

1. Richard Din (1987 – 2012)


Focado em criar uma vacina contra a Neisseria meningitidis, uma bactéria capaz de causar meningite, Din também foi vítima da doença que estudava, morrendo 17 horas depois que os primeiros sintomas começaram a aparecer.

Os estragos só não foram maiores porque boa parte das pessoas que haviam entrado em contato com o pesquisador naquele período receberam tratamento preventivo com antibióticos e não foram vitimadas.

Fonte: Hypescience.

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