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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Como funciona a anestesia geral?


Ao receber uma anestesia geral, você “apaga”, ou seja, fica totalmente inconsciente e imóvel. Você "vai dormir" e não sente nem se lembra de nada do que acontece depois que as drogas começam a agir em seu organismo.

Não se sabe exatamente como a anestesia geral funciona, mas segundo a teoria mais aceita, ela afeta a medula espinhal (por isso você fica imóvel), o sistema ativador reticular do tronco cerebral (o que explica a inconsciência) e o córtex cerebral (que provoca mudanças na atividade elétrica em um eletroencefalograma).

Cirurgias grandes e complexas, que exigem um longo período de tempo, geralmente requerem anestesia geral. Os pacientes podem ficar anestesiados durante apenas algumas horas para uma substituição da rótula, ou até seis horas para algo mais complicado, como a cirurgia de ponte de safena.

Se está se preparando para uma cirurgia que exige anestesia geral, geralmente você conversará com o anestesista sobre seu histórico médico. Isso é importante porque pessoas com determinadas condições podem exigir cuidados especiais sob anestesia - um paciente com pressão arterial baixa pode precisar de uma dose de efedrina, por exemplo. Pacientes alcoólatras ou usuários de drogas também tendem a reagir de forma diferente à anestesia. Recomenda-se jejum absoluto várias horas antes da cirurgia, já que sob anestesia geral, é possível aspirar ou respirar os conteúdos do estômago.

Sob anestesia geral, você deve usar uma máscara ou tubo respiratório, porque os músculos ficam relaxados demais para manter as vias aéreas abertas. Várias coisas diferentes são monitoradas continuamente durante o processo: oximetria do pulso (nível de oxigênio no sangue), frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, os níveis de dióxido de carbono durante a exalação, a temperatura, a concentração do anestésico e a atividade cerebral. Um alarme dispara se o seu nível de oxigênio cair abaixo de um determinado ponto.


A anestesia geral possui quatro estágios: 



• Durante o primeiro estágio, a indução, o paciente recebe a medicação e pode começar a sentir seus efeitos, mas continua consciente. 

• Em seguida, o pacientes passa por uma fase de excitação. Ele pode se contorcer ou apresentar padrões irregulares de respiração ou de batimentos cardíacos. Os pacientes nessa fase não se lembram de nada, porque já estão inconscientes. Ela dura muito pouco tempo e avança rapidamente para o terceiro estágio.

• Durante o terceiro estágio, os músculos relaxam, a respiração se estabiliza e o paciente é considerado totalmente anestesiado. 

• O estágio quatro da anestesia não faz parte de um procedimento padrão. Ele ocorre quando um paciente recebe uma overdose de drogas, o que pode provocar uma parada cardíaca ou respiratória, lesão cerebral ou morte, se medidas rápidas não forem tomadas.

A anestesia geral é uma técnica anestésica que promove abolição da dor (daí o nome anestesia), paralisia muscular, abolição dos reflexos, amnésia e, principalmente, inconsciência. A anestesia geral faz com que o paciente torne-se incapaz de sentir e/ou reagir a qualquer estímulo do ambiente, sendo a técnica mais indicada de anestesia nas cirurgias complexas e de grande porte.


Como é feita a anestesia geral



A anestesia geral possui quatro fases: pré-medicação, indução, manutenção e recuperação.

A fase de pré-medicação é feita para que o paciente chegue ao ato cirúrgico calmo e relaxado. Normalmente é administrado um ansiolítico (calmante) de curta duração, como o midazolam, deixando o paciente já com um grau leve de sedação. Deste modo, ele entra na sala de operação sob menos estresse.

A fase de indução é normalmente feita com drogas por via intravenosa, sendo o Propofol a mais usada atualmente. Após a indução, o paciente rapidamente entra em sedação mais profunda, ou seja, perde a consciência, ficando em um estado popularmente chamado de coma induzido (leia: COMA INDUZIDO). O paciente apesar de estar inconsciente, ainda pode sentir dor, sendo necessário aprofundar ainda mais a anestesia para a cirurgia poder ser realizada. Para tal, o anestesista também costuma administrar um analgésico opióide (da família da morfina) como o Fentanil.

Neste momento o paciente já apresenta um grau importante de sedação, não sendo mais capaz de proteger suas vias aéreas das secreções da cavidade oral, como a saliva. Além disso, na maioria das cirurgias com anestesia geral é importante haver relaxamento dos músculos, fazendo com que a musculatura respiratória fique inibida. O paciente, então, precisa ser intubado* e acoplado a ventilação mecânica para poder receber uma oxigenação adequada e não aspirar suas secreções.

* Em algumas cirurgias mais rápidas, ou que não abordem o tórax ou o abdômen, pode não ser necessária intubação, ficando o paciente apenas com uma máscara de oxigênio.



Anestesia geral


No início da fase de manutenção as drogas usadas na indução, que têm curta duração, começam a perder efeito, fazendo com que o paciente precise de mais anestésicos para continuar o procedimento. Nesta fase, a anestesia pode ser feita com anestésicos por via inalatória ou por via intravenosa. Na maioria dos casos a via inalatória é preferida. Os anestésicos são administrados através do tubo orotraqueal na forma de gás (vapores) junto com o oxigênio, sendo absorvidos pelos alvéolos do pulmão, passando rapidamente para a corrente sanguínea. Alguns exemplos de anestésicos inalatórios são o óxido nitroso e os anestésico halogenados (halotano, sevoflurano e desflurano), drogas administradas continuamente durante todo o procedimento cirúrgico.

A profundidade da anestesia depende da cirurgia. O nível de anestesia para se cortar a pele é diferente do nível para se abordar os intestinos, por exemplo. Conforme o procedimento cirúrgico avança, o anestesista procura deixar o paciente sempre com o mínimo possível de anestésicos. Uma anestesia muito profunda pode provocar hipotensões e desaceleração dos batimentos cardíacos, podendo diminuir demasiadamente a perfusão de sangue para os tecidos corporais.

Quando a cirurgia entra na sua fase final, o anestesista começa a reduzir a administração das drogas, já planejando uma cessação da anestesia junto com o término do procedimento cirúrgico. Se há relaxamento muscular excessivo, drogas que funcionam como antídotos são administradas. Nesta fase de recuperação, novamente analgésicos opioides são administrados para que o paciente não acorde da anestesia com dores no local onde foi cortado.

Conforme os anestésicos inalatórios vão sendo eliminados da circulação sanguínea, o paciente começa a recuperar a consciência, passando a ser capaz de voltar a respirar por conta própria. Quando o paciente já se encontra com total controle dos reflexos das vias respiratórias, o tubo orotraqueal pode ser retirado. Neste momento, apesar do paciente já ter um razoável grau de consciência, ele dificilmente se recordará do que aconteceu nesta fase de recuperação devido aos efeitos amnésicos das drogas.


Riscos da anestesia geral



Existe um mito de que a anestesia geral é um procedimento perigoso. Complicações exclusivas da anestesia geral são raras, principalmente em pacientes saudáveis. Na maioria dos casos, as complicações são derivadas de doenças graves que o paciente já possuía, como doenças cardíacas, renais, hepáticas ou pulmonares em estágio avançado, ou ainda, por complicações da própria cirurgia, como hemorragias ou lesão/falência de órgãos vitais. 

Só como exemplo, um trabalho canadense de 1997, apenas com cirurgias odontológicas com anestesia geral, ou seja, cirurgias de baixo risco realizadas em pacientes saudáveis, detectou uma taxa de mortalidade de apenas 1,4 a cada 1 milhão de procedimentos. Isto prova que a anestesia em si é muito segura.

É importante destacar que muitas cirurgias sob anestesia geral são realizadas em pacientes com doenças graves ou em cirurgias complexas de alto risco. Porém, na imensa maioria dos casos, quando o desfecho é trágico, raramente a culpa é apenas da anestesia geral.

Também há de se destacar que a anestesia geral é um procedimento complexo, devendo ser feita somente por profissionais qualificados e em ambientes com ampla estrutura para tal.

Fatores que aumentam o risco de complicações em anestesia geral

Antes de qualquer cirurgia, um anestesista irá consultá-lo para avaliar o seu risco cirúrgico. Além do reconhecimento prévio de doenças graves que podem complicar o ato cirúrgico, é importante para o anestesista saber algumas informações pessoais do paciente que possam aumentar o risco da anestesia, tais como:

- História prévia de reação anafilática (leia: CHOQUE ANAFILÁTICO | Causas e sintomas).
- Alergias alimentares ou a drogas.
- Uso frequente de bebidas alcoólicas (leia: EFEITOS DO ÁLCOOL E ALCOOLISMO).
- Uso de drogas, principalmente cocaína (leia: COCAÍNA | CRACK | Efeitos e complicações).
- Uso de medicamentos.
- História de tabagismo (leia: MALEFÍCIOS DO CIGARRO).
- Apneia do sono.
- Obesidade (leia: OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA).


Conclusão sobre anestesia geral



A anestesia geral é um procedimento seguro quando realizado por uma equipe capacitada, sendo habitualmente o método anestésico mais indicado para cirurgias de médio/grande porte.





quarta-feira, 23 de abril de 2014

5 experimentos psicológicos que pareciam divertidos (até começarem)

Digamos que você veja um anúncio no jornal sobre um laboratório que está em busca de cobaias para um teste. Ele diz que vai pagar você para estudar os efeitos de ficar chapado, ou comer demais, ou ter relações sexuais.

Absurdo, não é? Só pode ser algum tipo de pegadinha muito bem elaborada. Porém, essas experiências são reais, e existiram. E, ah, todas elas provaram cientificamente que é terrivelmente possível exagerar em uma coisa que parece boa.

5. O experimento de fazer sexo por dinheiro


Procura-se um homem sexualmente funcional saudável para ter relações sexuais com uma mulher. Você será pago. Nós vamos assistir.

Sim, esse anúncio existiu. Nos anos 1950 e 1960, o pesquisador do sexo William Masters estava determinado a descobrir tudo o que havia para se saber sobre transar. Até esse ponto, a pesquisa havia sido realizada por meio de questionários, que foram contaminados pelo fato de que as pessoas mentiam sem parar (o que pode explicar porque na época acreditava-se que o comprimento médio do pênis era em torno de 30 centímetros).

Masters precisava estudar o ato sexual em primeira mão. Ele contratou Virginia Johnson, uma atraente assistente, e começou a pagar as pessoas para fazer sexo com estranhos.

Para os indivíduos, ofereceu todos os benefícios da prostituição sem a ameaça constante de feridas genitais ou de ser trancado em um calabouço e estuprado. Não poderia existir uma desvantagem para isso, certo?

A dura realidade

Em primeiro lugar, Masters e Johnson iriam assistir. Claro, só observar não era suficiente. Ciência também exige sensores ligados a você e seu parceiro que iriam medir a resposta sexual, monitorando seu sex appeal da mesma forma que um teste do polígrafo detecta quando você está mentindo. Só que em vez de medir as suas mentiras, eles medem o quão ruim você está se saindo em excitar um estranho completo.

Para garantir que o sexo fosse mesmo com um total desconhecido, os parceiros foram combinados de forma aleatória (se você ainda acha que isso soa incrível, a próxima vez que estiver na fila do Burger King, imagine ser combinado aleatoriamente para fazer sexo com qualquer uma das pessoas ao seu redor). Ah, a propósito, os participantes tinham idades de 18 a 89 anos.

Vamos deixar você absorver essa informação.

Voltando, nós não estamos criticando o trabalho de Masters e Johnson. Ele era absolutamente revolucionário e mudou totalmente a forma como o mundo moderno pensa em sexo. Estamos apenas dizendo que não era o carnaval erótico da carne que os participantes provavelmente tinham em mente ao entrar em um laboratório de sexo. E caso não seja óbvio o bastante que esta era uma situação ainda pior para as mulheres envolvidas, elas tinham o adendo de ter seus orgasmos estudados através de uma prótese de pênis com uma câmera de vídeo acoplada.

4. O estudo da NASA sobre o descanso


Se você pudesse criar o seu emprego perfeito, o que seria? Ficar na cama o dia todo, navegar na web e jogar videogame em um laptop? Você é a maioria das pessoas em nosso público-alvo. Você também está atrasado em alguns anos.

Em 2008, a NASA estava recrutando pessoas comuns usando anúncios de rádio e TV para um estudo de 90 dias, que envolveu ganhar US$ 17 mil (cerca de R$ 34 mil) para fazer pouco mais do que ficar confinado a uma cama (sim, você poderia jogar World of Warcraft se quisesse). O único porém é que você tinha que ficar na instalação de testes deles e ser retirado da cama de vez em quando para testes simples. Os US$ 17 mil mais fáceis do mundo, certo?

A dura realidade

A menos que você esteja planejando comprar coisas na internet, pode demorar um pouco para que você possa realmente sair e gastar algum dos seus US$ 17 mil. O propósito do estudo era determinar os efeitos da exposição prolongada a ambientes de gravidade zero sobre o corpo. Mais especificamente, eles queriam saber quão molenga ficariam as pernas de um astronauta depois de completar um voo de seis meses a Marte. Os cientistas sabem que pelo que vimos de caras que passam muito tempo no espaço, os resultados não são muito bonitos.

Depois de um tempo muito curto em baixa ou nenhuma gravidade (situação replicada no estudo com camas que deixavam sua cabeça ligeiramente mais baixa do que seus pés) seus músculos começam a atrofiar. Pior ainda, sua massa óssea cai e pode levar anos para voltar ao normal, mesmo em gravidade regular, lhe deixando aproximadamente tão resistente quanto um octogenário intolerante à lactose. Sua pressão arterial também fica completamente estragada, chegando ao ponto em que é maior em seus pés do que na sua cabeça.

O estudo incluiu um período de 14 dias após o teste onde você teria que fazer reabilitação para se tornar forte o suficiente apenas para fazer as tarefas diárias novamente. Além disso, a descrição do estudo evita firmemente mencionar se você tem ou não de fazer cocô na cama.

3. O experimento de comer tanto quanto você conseguir


Já imaginou se você pudesse engordar pela ciência? E melhor ainda, se os cientistas prometessem tirá-lo da prisão mais cedo para isso? Este seria um bom momento para mencionar que, neste cenário, você está na prisão. Provavelmente por um crime hediondo.

Na década de 1970, pesquisadores combinaram dois pilares da sociedade norte-americana, a obesidade e as prisões superlotadas, em um estudo fantástico. Um seleto grupo de presidiários receberiam libertação antecipada sob a alegação de terem concordado adquirir 25% do seu peso corporal.

Não dá para ficar melhor do isso! Ganhe alguns quilos extras e antes que você perceba você vai estar em casa a tempo de pegar o seu melhor amigo criando seus filhos e morando com a sua namorada!

A dura realidade


Alguma vez você já tentou comer 10 mil calorias em um dia? Claro que não. Esses são números do Michael Phelps e ele só faz isso porque se exercita o dia todo. Mas é isso que esses prisioneiros estavam fazendo todos os dias, e os efeitos colaterais quase fazem prisão soar como a opção mais agradável. Além disso, eles tinham que ganhar peso comendo a comida da prisão, que não é, nem de longe, uma seleta de pratos franceses.

As consequências não foram nada bonitas: houve vômito, depressão, dificuldades de movimento do intestino e uma infinidade de outros problemas de saúde que vêm quando você come tantas calorias por dia. Existe também um entorpecimento que vem com a ingestão de tantos alimentos que pode levar ao vício e, eventualmente, a sintomas de abstinência. Ah, e você também fica muito gordo.

Ainda pior é o que aconteceu com 33% dos participantes. O que os cientistas estavam realmente estudando foi se havia genes que fazem com que algumas pessoas não engordem. Acontece que eles existem. Três entre nove presos literalmente não conseguiam comer o suficiente para ganhar o peso necessário para a liberação antecipada. Como se estar na prisão não fizesse você se sentir como um fracassado o suficiente, agora você descobre que não pode nem ficar gordo quando sua própria liberdade está contando com isso.

2. O experimento do diga “sim” às drogas


No passado, drogas como o LSD eram novas, excitantes e aparentemente cheias de potencial. Os exércitos norte-americano e britânico achavam que essas novas drogas poderiam ser úteis na guerra (presumivelmente nos inimigos, uma vez que a precisão de um homem com uma metralhadora tende a cair bastante quando ele está chapado).

Então, eles recrutaram seus próprios soldados para usar grandes quantidades de ácido e de maconha, a fim de monitorar os efeitos.

A dura realidade

Um conselho: se alguém chega até você e diz, “ei, se importa se eu testar isso em você para ver se daria uma boa arma?”, corra como nunca. Não importa se eles estão segurando um punhado de marshmallows. Dê no pé imediatamente, pois algo terrível está para acontecer.

Neste caso, uma das teorias que os militares queriam testar era se poderiam dar a seus próprios recrutas drogas suficientes para levá-los ao suicídio. E eles não estavam lhes dando substâncias recreativas; estamos falando de alucinógenos usados como armas militares.

O exército insiste que ninguém sofreu danos a longo prazo devido à experiência, embora seus arquivos indiquem que um cara conversou com amigos imaginários por dias e outro ficou brincando com gatinhos invisíveis por horas. A principal coisa que os militares queriam saber era se os soldados ainda poderiam lutar sob a influência do LSD e determinou que, sim, os soldados dopados ainda eram capazes de violência.

Além disso, alguns soldados processaram os militares anos mais tarde, alegando que o experimento com LSD do governo lhes causou perda de memória, alucinações e “impulsos homicidas”. Os tribunais decidiram contra eles, com base em que, se alguém lhe pede para ingerir um monte de ácido para que eles possam ver o que acontece e você diz sim, você merece o que acontece.

1. O experimento da riqueza súbita


E se alguém lhe dá US$ 100 mil (mais de R$ 200 mil), com a condição de que eles possam filmar o que acontece em seguida? E se você estivesse vivendo debaixo de uma ponte naquele momento?

A equipe do documentário “Reversal of Fortune” plantou uma mala com US$ 100 mil para o sem-teto Ted Rodrigue encontrar e o seguiu com uma câmera para documentar os resultados. Inicialmente, Ted fez exatamente o que o resto de nós faria se alguém nos desse US$ 100 mil. Ele comprou uma bicicleta nova, pegou seu amigo Mike em uma usina de reciclagem local e foi para o parque de diversões.

Ah, ele também encontrou um lugar para viver, voltou a ter contato com sua família e arrumou uma namorada. Nós provavelmente faríamos essas coisas também, mas depois do parque de diversões.

A dura realidade

As pessoas que foram pobres durante anos ficam muito boas no que fazem. Se você ganha um salário mínimo, você aprende a viver com um salário mínimo. Se você é sem-teto, você se adapta à vida na rua.

Mas dê a um mendigo uma tonelada de dinheiro e ele não vai continuar a viver como um mendigo. Porém, ele também não vive como um cara com US$ 100 mil. Ele tenta viver como um milionário, porque ele não tem ideia de como é viver com US$ 100 mil.

As pessoas que estão acostumadas a ter tanto dinheiro não compram carros para os seus amigos e novas namoradas, nem gastam todo o seu tempo livre enchendo a cara em bares locais. Entretanto, isso é exatamente o que Ted fez. E eles tendem a manter seus empregos, o que Ted se recusou a fazer, apesar de ser aconselhado a encontrar um por amigos, família, um defensor dos sem-teto e um planejador financeiro. Nas palavras de Ted, ele estava “feito por toda a vida”.

Depois de comprar para si mesmo um caminhão de US$ 35 mil, comprar carros adicionais para sua nova namorada e Mike da usina de reciclagem (você provavelmente pensou que nós inventamos aquele cara) e gastar cerca de US$ 10 mil por semana no bar, Ted tinha menos de US$ 5 mil depois de apenas seis meses.

É claro que este foi apenas o caso de um mendigo. Você, obviamente, lidaria com essa oportunidade de forma mais responsável, certo? Não, provavelmente não. Acontece que mesmo vencedores da loterias de classe média e bem ajustados passam exatamente pela mesma coisa antes de finalmente perderem tudo e acabarem pior do que antes.

Ainda assim, eles conseguiram um grande documentário. E presumimos que Ted conseguiu ficar com a bicicleta. O resto de nós, no entanto, aprendeu a lição valiosa que nos dar um pouco de riqueza súbita é semelhante a dar um helicóptero a um cachorro: é incrível por alguns minutos até que tudo vira um inferno.

Fonte: Hypescience.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

As 5 melhores lições de ciência oferecidas pelo Breaking Bad

O seriado de televisão americano Breaking Bad se tornou uma febre internacional. O aclamado drama, que teve seu episódio final exibido em 29 de setembro, alcançou a média de 6 milhões de telespectadores durante suas cinco temporadas, com 10,3 milhões assistindo sua conclusão no domingo, nos EUA.

O protagonista da série, Walter White, era um professor de química diagnosticado com câncer de pulmão terminal. Determinado a gerar uma herança para sua família antes de sua morte, Walter se introduz no comércio ilegal de drogas. Esse enredo favoreceu muitas lições ocultas de ciência. Confira:

5. Como fazer (mais ou menos) metanfetamina cristalizada



Alguns dos melhores momentos de Breaking Bad são as longas montagens das cenas que mostram os métodos de cozimento e produção da droga. Ao longo do caminho, aprendemos alguns fatos de química enquanto Walt e seu parceiro Jesse fazem seu trabalho. O método P2P de fazer metanfetamina cristalizada é real e, para alcançá-lo, é necessário um agente redutor. No seriado, é usado o mercúrio-alumínio, porque era o mais fácil de pronunciar. Infelizmente, a cor azul icônica da droga no show é licença artística.



4. A química de um corpo



Em um flashback, um Sr. White mais jovem deduz as substâncias químicas presentes no corpo humano: 63% de hidrogênio, 26% de oxigênio, 9% de carbono, 1,25% de nitrogênio, 0,25% de cálcio, 0,00004% de ferro, 0,04% de sódio e 0,19% de fósforo. Mas isso não é bem 100%. “E a alma?”, Walt sugere.

3. Os efeitos na saúde da ricina




Breaking Bad nos ensinou que a ricina é um veneno que se parece muito com o sal, e não tem nenhum antídoto conhecido.

Essa proteína altamente tóxica é extraída da semente da mamona, muito comum e usada como planta ornamental em todo o mundo ocidental. Seu óleo é aproveitado para muitas finalidades legítimas, mas mamonas ainda são venenosas (a dose letal para adultos é de cerca de 4 a 8 sementes). Em 2006, o então governador do Paraná Roberto Requião comeu acidentalmente uma mamona mostrada pelo presidente Lula com o intuito de discutir um programa biocombustível (que analisava o vegetal como fonte alternativa ao petróleo), cuspindo a semente em seguida quando foi avisado de que era tóxica.

A ricina é perigosa em praticamente qualquer forma, apesar de que ingeri-la é a menos arriscada. Injeção ou inalação requer cerca de mil vezes menos ricina para matar um ser humano do que a ingestão: um adulto médio necessita de apenas 1.78mg.

A toxina infecta as células, bloqueando sua capacidade de sintetizar proteína. Sem as células criando proteínas, as funções-chave do corpo se desligam. É uma maneira muito desagradável de ser envenenado: dentro de seis horas, efeitos gastrointestinais surgem, como vômitos e diarreia severa, o que pode levar à desidratação grave. Eventualmente, a toxina leva à falha dos rins, fígado e pâncreas.

A inalação de ricina tem um efeito diferente, uma vez que as proteínas não estão interagindo com as mesmas partes do corpo. Em vez de problemas gastrointestinais, a pessoa desenvolve tosse sanguinolenta viciosa, seus pulmões se enchem de líquido e, eventualmente, ela perde a capacidade de respirar. Injeção também é diferente, mas geralmente resulta em vômitos e sintomas gripais, inchaço ao redor do local da injeção, e, eventualmente, falha de órgãos. A exposição na pele normalmente não é fatal, mas pode causar uma reação de irritação à formação de bolhas.

Curiosamente, não existem quaisquer sintomas imediatos, e pode haver um atraso significativo antes que os sintomas se manifestem – até um dia ou dois. Mesmo que seus indícios pudessem ser identificados com rapidez, não há antídoto para a ricina, embora os EUA e o Reino Unido estejam trabalhando em um há décadas.

2. O poder de explosivos químicos



Na série, White bola um plano baseado em química para derrubar alguns traficantes, e a ciência por trás dele é sólida. O professor cria fulminato de mercúrio, um explosivo sensível, que pode ser acionado por pressão. Quando o joga no chão, kaboom! Os Mythbusters (programa de TV da Discovery Channel) testaram a façanha e, embora não tenham conseguido desencadear o explosivo jogando-o no chão, de fato demoliram uma casa com ele.

1. Como baterias funcionam



Se você quer aprender algo menos letal com Breaking Bad, pode assistir o episódio “Four Days Out”, no qual Walt constrói uma bateria de mercúrio usando produtos químicos da metanfetamina, moedas e metal galvanizado. Esta técnica pode não ser suficiente para ligar um trailer, como eles fazem no seriado, mas é um bom truque para se aprender.

Fonte: Hypescience.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

7 Efeitos colaterais bizarros dos remédios

Ao mesmo tempo em que os remédios nos ajudam a combater diversos tipos de doenças, ajudando milhões de pessoas que sofrem com doenças crônicas, se combinados com determinados medicamentos, eles podem se tornam uma ameaça à saúde: os efeitos colaterais. 


Aqui segue uma lista com os principais efeitos colaterais estrahos que eles podem causar:


Impressões digitais de fuga


Alguns anos atrás, as autoridades de imigração dos EUA encontraram um homem de Cingapura que não tinha impressões digitais. Ao que parece, ele estava fazendo um tratamento de quimioterapia e tomando um remédio chamado capecitabina (Xeloda). No caso deste homem, a pele das mãos começaram a descascar fazendo com que as impressões digitais desaparecerem. 


Esquecimento


Nos filmes é comum apresentarem pessoas que perdem a memória depois de uma pancada na cabeça. Na medicina, no entanto, a perda de memória a curto prazo também pode acontecer depois de tomar certos medicamentos. Entre eles podemos citar os famosos tranquilizantes e as pílulas para dormir.


Perdendo o olfato


Houve alguns relatos de pacientes completamente perdendo a capacidade de sentir cheiro (chamado anosmia) como um efeito colateral, as quais são geralmente usados ​​para tratar a leucemia, hepatite e esclerose múltipla. Um paciente na Croácia parou detectar cheiro em apenas duas semanas depois de tomar a medicação pela primeira vez. Mesmo 13 meses após a interrupção do tratamento, ele ainda não podia sentir o cheiro. 

Jogo compulsivo e sexo


Usando ropinirole (Requip) para tratar a síndrome das pernas inquietas ou doença de Parkinson pode levar o paciente ao jogo compulsivo e sexo, de acordo com o fabricante, a GlaxoSmithKline. "Os pacientes devem informar o seu médico se sentirem novos sintomas ou aumento de impulsos sexuais ou jogos ao tomar Requip", de acordo com a farmacêutica.

Larica de madrugada


A pílula para dormir zolpidem (Ambien) aparece em associação com estranhos efeitos secundários noturnos, incluindo comer, cozinhar e até dirigir enquanto dorme. Os médicos ainda estão procurando a causa, estimulado por pacientes que se preocupam com a segurança. "Essas pessoas são obcecadas para comer", disse o Dr. Mark Mahowald, diretor do Centro Regional do sono Distúrbios Minnesota, em Nova York Times de 2006.

Alucinações 


Mefloquina é um agente que combate a malária, mas que vem com um preço exorbitante. Pacientes queixaram-se de alucinações e até mesmo tentativas de suicídio ao tomar a droga. Em 2009, a CBS News informou que Lariam - uma droga que contém mefloquina - gerou mais de 3.000 relatos de pacientes com problemas psiquiátricos.

Urina Azul


O azul é uma cor rara na natureza, o que torna surpreendente quando aparece em esgoto sanitário. Diversos fármacos podem causar urina azul, incluindo a amitriptilina, um famoso antidepressivo da década de 70, a indometacina, um analgésico (Indocin), e o anestésico propofol (Diprivan). A cor azul vem em cores artificiais nessas drogas.

Fonte:http://www.lifeslittlemysteries.com